quinta-feira, abril 3, 2025

Jovem transforma arte com alumínio em motor de desenvolvimento no interior de Shandong

No vilarejo de Liuhe, na cidade de Juancheng, província de Shandong, a oficina simples de Yang Xunzheng está repleta de criatividade. Com alicate e fios de alumínio nas mãos, ele transforma materiais comuns em peças artesanais impressionantes. Mesmo com uma estrutura modesta, o espaço revela dedicação e talento em cada detalhe.

Depois de mais de dez anos trabalhando em centros urbanos, Yang decidiu voltar à sua terra natal para empreender. Movido pelo amor à arte e ao lugar onde cresceu, fundou uma oficina de artesanato em alumínio, apostando em uma técnica inspirada no tradicional trançado chinês com vime e palha — Patrimônio Cultural Imaterial do país.

“Utilizamos fios de alumínio, que são leves, duráveis e fáceis de moldar, para criar peças tanto em 2D quanto em 3D. É uma alternativa moderna e cheia de possibilidades”, explica Yang.

A paixão começou em 2011, durante uma viagem a Hangzhou, quando viu pela primeira vez um artesanato feito com fio de alumínio. Vindo de uma família de carpinteiros, ele sempre teve fascínio por trabalhos manuais e, desde então, se dedicou a aprender a técnica por conta própria. Após três anos de prática, já conseguia criar suas próprias peças com originalidade.

Mas o caminho do empreendedorismo foi difícil. Quando decidiu se dedicar exclusivamente à atividade, em 2014, enfrentou resistência por parte de amigos e familiares. O mercado ainda era pequeno, os produtos tinham pouca variedade e não atraíam o público jovem. Yang, no entanto, insistiu. Abriu uma loja em Qingdao, contratou funcionários e começou a ganhar espaço.

Com o tempo, surgiram novos obstáculos — principalmente os altos custos e a dificuldade de contratar. A solução veio do próprio lugar onde cresceu. Em 2018, Yang transferiu parte da produção para sua cidade natal. Contou com a ajuda da prima, Pan Peipei, que passou a trabalhar de casa enquanto cuidava dos filhos. O sucesso do modelo atraiu outras moradoras locais, formando uma rede de produção doméstica: Yang fornece o material, Pan ensina a técnica, e as artesãs trabalham em casa, com flexibilidade.

O retorno às origens permitiu reduzir custos, manter uma produção estável e fortalecer os laços com a comunidade. “Não é a vila que precisa de nós, somos nós que precisamos da vila”, reflete Yang.

Atualmente, a oficina de Yang conta com mais de 100 modelos diferentes de peças em alumínio, vendidas para várias regiões da China. O faturamento anual já ultrapassa 1,2 milhão de yuans (cerca de R$ 850 mil), e com o crescimento do turismo interno, ele prevê contratar mais 50 pessoas ainda este ano.

Yang faz parte de um movimento crescente em Juancheng: mais de 31 mil jovens já retornaram às suas cidades para empreender. Eles são protagonistas da revitalização rural, trazendo inovação, tecnologia e novas oportunidades às comunidades. Com criatividade e espírito empreendedor, esses jovens estão reescrevendo a história do interior da China.

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