O Tesouro de Heze destaca arte tradicional de Mudan

Exposição reuniu autoridades, especialistas e público em São Paulo para apresentar artefatos manuais do distrito de Mudan, em Heze, fortalecendo o intercâmbio cultural Brasil–China.

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Na tarde de 22 de dezembro, a unidade da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), no bairro da Liberdade, recebeu a abertura do evento O Tesouro de Heze: Riqueza e Tradição de Mudan, uma exposição dedicada a artefatos manuais tradicionais do distrito de Mudan, na cidade de Heze, província de Shandong. Realizada ao longo de três dias, entre 22 e 24 de dezembro, a iniciativa atraiu a presença de muitas pessoas durante todo o período, apresentando ao público paulistano um conjunto diverso de peças artesanais que expressam técnicas ancestrais, simbolismos estéticos e valores culturais profundamente enraizados na história chinesa, reforçando o diálogo cultural sino-brasileiro em um dos bairros mais emblemáticos de São Paulo.

A exposição reuniu pergaminhos feitos à mão, pratos e vasos de porcelana decorativos, leques tradicionais, incensos artesanais, flores confeccionadas manualmente, lenços, quadros e pinturas, além de chá produzido de forma artesanal. Cada item evidenciava não apenas o domínio técnico dos artesãos de Mudan, mas também a relação entre arte, natureza e simbolismo cultural, com destaque para elementos associados à peônia — flor emblemática da região e símbolo de prosperidade, elegância e tradição na cultura chinesa.

A abertura oficial contou com o discurso de Cheng Haitao, presidente da Associação dos Conterrâneos de Hebei e Shandong do Brasil, que destacou o papel das comunidades chinesas no exterior na promoção de pontes culturais duradouras, capazes de aproximar tradições e ampliar o entendimento mútuo entre Brasil e China, especialmente por meio de iniciativas abertas ao público e integradas ao calendário cultural da cidade.

Na sequência, Kleber Carvalho, representante do IBRAFLOR, abordou a relevância da floricultura e do design floral como linguagem universal, conectando práticas artísticas, sustentabilidade e economia criativa. Sua participação reforçou a convergência entre o simbolismo das flores na cultura chinesa — com destaque para a peônia — e o dinamismo do setor no Brasil, ampliando as possibilidades de cooperação técnica e criativa entre os dois países.

O programa incluiu ainda a palestra da jornalista Mirela Tavares, da coluna Conexão Ásia e parceira da Agência Brasil China. Em sua apresentação, Mirela contextualizou o significado cultural de Mudan e de Heze no cenário chinês contemporâneo, analisando como tradições locais dialogam com processos de modernização e com a projeção cultural da China no exterior.

Como atividade interativa, os convidados puderam acompanhar a criação de arranjos florais feitos na hora, personalizados de acordo com a escolha de cada participante. A ação reforçou o caráter sensorial e participativo do evento, aproximando o público das técnicas e da estética associadas à cultura floral chinesa. Ao combinar exposição, palestras e experiências práticas, O Tesouro de Heze consolidou-se como um espaço de valorização do artesanato tradicional e de fortalecimento dos laços culturais entre Brasil e China.

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